domingo, 12 de abril de 2009

O Cisma do Oriente

O cisma do Oriente é o marco final de um longo processo de distanciamento das Igrejas Católica Romana e Bizantina, ocorrido em 1054.
Este fato foi originado pelas divergências entre o cristianismo ocidental, orientado pelo papa, e o cristianismo oriental, cujo maior expoente era o patriarca de Constantinopla. Nesta cidade, capital do Império Bizantino, encontrava-se a religião atrelada ao poder político dos imperadores, o qual se denominou, cesaropapismo.
Em 1043, Miguel Cerulário tornou-se Patriarcal da Igreja Bizantina. Com ele, desenvolveu-se uma política de conflito com as igrejas latinas em Constantinopla. Nesta campanha, temos como base a discussão teológica da natureza do Espírito Santo.
Para defender a opinião da Igreja Romana, foi enviado a Constantinopla, em 1054, o Cardeal Humberto, que entrou em atrito com o Patriarca da cidade. Este atrito gerou um processo de excomunhão a Miguel Cerulário, que foi entendido como sendo a toda Igreja Bizantina. A partir daí, houve o processo semelhante à Igreja Romana, onde o Patriarca bizantino excomungou o papa Leão IX.
Com isso, houve a separação das duas Igrejas e o estabelecimento da Igreja Ortodoxa. Suas principais características são:

- Adota os mesmos sacramentos da Igreja Romana – batismo, confissão, comunhão, crisma, ordens sacras, matrimônio e unção dos enfermos.
- Os rituais são cantados sem o acompanhamento de instrumentos musicais.
- Proibido o uso de imagens esculpidas de santos, exceto o crucifixo e os ícones sagrados.
- Não aceitam a infalibilidade papal, o conceito de purgatório e inferno. Rejeitam a doutrina católica da Imaculada Conceição, segundo a qual Maria teria nascido sem pecado e concebido seu filho virgem.

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